A tela Independência ou Morte, do pintor Pedro Américo, famosa por representar um dos grandes marcos da nossa história e apresentada pela primeira vez ao público brasileiro em 7 de setembro de 1895, está passando por um processo de detalhado de restauração.

O processo de restauração passa desde reparar danos causados pela ação do tempo, como devolver à pintura as cores originais, retirando a sujidade acumulada com o tempo, recompondo pontos de perda na camada pictórica original e retirando vestígios de restauros antigos, como um amarelado indevido em certa região do céu.

Para isso, os profissionais estão usando técnicas avançadas, que possibilita captar informações dos materiais e do processo criativo usado pelo artista, como visualizar os traços iniciais, a grafite ou carvão que Pedro Américo recobriu depois com camadas de tinta, além dos pigmentos que foram alterados e outros detalhes minuciosos.

A pintura Independência ou Morte, também conhecida como Grito do Ipiranga, é a obra artística mais conhecida no Brasil, e que representa a proclamação da Independência do Brasil.

O artista Pedro Américo terminou de pintar o quadro em 1888 em Florença, na Itália (66 anos após a independência ser proclamada). Foi a Família Real que encomendou a obra, pois ela investia na construção do Museu do Ipiranga (atual Museu Paulista). A ideia da obra era ressaltar o poder monárquico do recém-instaurado império. A tela foi encomendada pela família real para registrar o momento da independência do Brasil ou Grito do Ipiranga.

A obra é visitada anualmente por 350 mil pessoas, de acordo com informações do Museu do Ipiranga. Atualmente, ele encontra-se fechado para reformas, mas você pode ver aqui galeria de fotos com os principais destaques do acervo e também acompanhar o episódio especial que fizemos no Museu do Ipiranga (Museu Paulista), em São Paulo/SP.

 

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