Figura fundamental da arte brasileira e das histórias afro-atlânticas no século 20, o pintor, escultor e gravador baiano Rubem Valentim (1922-1991) está com 90 obras retratadas na exposição “Construções afro-atlânticas” até o dia 10 de março, no MASP.

Na exposição, o público poderá conferir reproduções de 99 trabalhos do artista; textos de autores convidados a produzir novas reflexões sobre a obra de Valentim, caso de Abigail Lapin Dardashti, Adriano Pedrosa, Artur Santoro, Fernando Oliva, Lilia Schwarcz e Helio Menezes, Lisette Lagnado, Marcelo Mendes Chaves, Marta Mestre, Renata Bittencourt e Roberto Conduru; e republicações de textos históricos, de Clarival do Prado Valadares, Frederico Morais, Giulio Carlo Argan, José Guilherme Merquior, Mário Pedrosa, Roberto Pontual e Bené Fonteles. A publicação traz ainda reproduções inéditas dos cadernos de Rubem Valentim da década de 1960, material raro que virá a público pela primeira vez, trazendo croquis, projetos para obras, anotações e pensamentos do artista.

Com curadoria de Fernando Oliva, a exposição é uma oportunidade para reposicionar o artista na história da arte brasileira e internacional. O enfoque busca uma abordagem mais ampla de sua obra, sublinhando seus aspectos políticos, religiosos e sobretudo afro-brasileiros, para além das abstrações, construtivismos e geometrias.

Rubem Valentim: Construções afro-atlânticas fica em cartaz até o dia 10 de março no MASP.

 

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