Em comemoração aos 82 anos de tombamento do conjunto urbano da cidade, o Museu Regional promoverá a Semana do Patrimônio São-joanense, entre os dias 02 e 06 de março. O evento conta com recital de órgão de tubos, com a organista Elisa Freixo, apresentação da pesquisadora Maria de Fátima Loureiro e publicações digitais especiais sobre a diversidade patrimonial.

As apresentações estão previstas para a quarta-feira (4). A partir das 19h, a servidora da instituição, Maria de Fátima Loureiro, apresenta ao público uma reflexão sobre a preservação do Casarão que sedia o museu e o restauro do Órgão. Responsável pela Biblioteca e pelo Acervo Arquivístico do Museu, Fátima atua como pesquisadora há cerca de 30 anos.

Logo em seguida, no mesmo dia, acontece o recital de órgão de tubos, com a organista Elisa Freixo. Além do concerto, também está previsto uma apresentação sobre a história e funcionamento do instrumento. Elisa é professora de órgão em São Paulo e organista titular da Arp-Schnitger da Sé de Mariana (MG). Estudou na Faculdade de Música Santa Marcelina, foi bolsista do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico e frequentou a Escola de Música de Hamburgo.

O Órgão de Tubos do Museu Regional foi fabricado no final do século XVIII, na região de São João del-Rei. O instrumento é o único de origem civil em funcionamento que foi confeccionado no Brasil, com técnicas manuais e matérias-primas locais.

Ao longo da semana, entre os dias 2 e 6, estão programadas cinco publicações especiais no site institucional do Museu. Voltadas ao público geral, a intenção é discorrer sobre o patrimônio local, tombamento e preservação. Os temas dos textos envolvem o conjunto urbano preservado, o tombamento do Casarão do Comendador, o órgão de tubos, a diversidade patrimonial da cidade e a importância de se preservar estas obras.

Na sexta-feira (6), uma publicação completa, em formato digital, fica disponível para download, contendo textos, fotografias e ilustrações

Tombamento de São João del-Rei

A Semana do Patrimônio São-joanense é uma forma de comemorar o aniversário de tombamento da cidade. Com a criação, em 1937, do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN, atualmente IPHAN), vários locais foram selecionados para o Livro do Tombo, destinados à preservação.

No ano seguinte, São João del-Rei foi o primeiro registro incluído neste documento.

Desde então, o centro da cidade, com seus casarios coloniais, igrejas e monumentos, é considerado um patrimônio nacional, protegido por leis federais de preservação paisagística e arquitetônica.

Fonte: museuregionaldesaojoaodelrei.museus.gov.br

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