Considerada a obra mais expressiva da cultura brasileira, Abaporu volta ao Brasil para a exposição Tarsila Popular, no MASP. De 5 de abril a 28 de julho o público poderá ver de perto cerca de 120 trabalhos da artista, sendo mais de 50 pinturas.

Obras icônicas como Abaporu (1928), Antropofagia (1929) e Operários (1955) estão reunidas para a mostra. O Masp convidou uma série de historiadores e pensadores contemporâneos para analisar a obra da pintora modernista. São cerca de 40 textos, que, além de integrar o catálogo da exposição, vão estar nas paredes da mostra, auxiliando os visitantes a entender as novas reflexões sobre Tarsila.

O público poderá fazer um tour pela história da artista por meio de suas obras, que foram divididas em setores em pequenas salas dentro de um grande espaço expositivo.

Vale lembrar que muitas obras de Tarsila, como o próprio Abaporu, estão fora do Brasil. Por isso, a exposição é também uma oportunidade rara de ver alguns quadros no País.

O MASP está localizado na Av. Paulista, 1.578. A mostra ficará em cartaz até 28/7 e às terças-feiras a entrada é gratuita!

Tarsila do Amaral. Abaporu, 1928. Col. Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Malba).

Sobre o Abaporu

Em 1928, Tarsila fez o quadro e deu de presente de aniversário para o marido, o escritor Oswald de Andrade. O nome dado à obra vem do tupi-guarani “aba” e “poru” e significa homem que come. Assim foi batizado aquele que seria o mais valioso quadro da arte brasileira.

Após a separação do casal, em 1929, Abaporu tornou-se uma obra itinerante, sendo exposta em Paris, São Paulo e Rio de Janeiro. Foi vendida por Tarsila para o colecionador Pietro Maria Bardi, fundador do MASP, e após um leilão foi adquirida pelo empresário argentino Eduardo Constantino.

Abaporu atualmente faz parte da coleção do Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires e não tem valor de venda.

 

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