O Museu de Arte do Rio (MAR) apresenta, numa curta temporada, a exposição “Rosana Paulino: A Costura da Memória”. Ao todo, 140 obras produzidas ao longo dos 25 anos de carreira da artista ilustram a exposição, que fica em cartaz até 25 de agosto.

Esculturas, instalações, gravuras, desenhos e outros suportes evidenciam a busca da artista no enfrentamento com questões sociais, destacando o lugar da mulher negra na sociedade brasileira.

Aliás, o público vai mergulhar nesta temática em cada peça apresentada na mostra, selecionadas a partir de trabalho feitos entre 1993 e 2018, onde a artista mostra a sua “voz” de forma única.

Um dos destaques da mostra é a “Parede da Memória”. Realizada quando a artista ainda era estudante, a instalação é composta por 11 fotografias da família Paulino que se repetem ao longo do painel, formando um conjunto de 1.500 peças. As fotos são distribuídas em formatos de “patuás” – pequenas peças usadas como amuletos de proteção por religiões de matriz africana. O mural se transforma em uma denúncia poética sobre a invisibilidade dos negros e negras que não são percebidos como indivíduos. Quando os 1.500 pares de olhos são postos na parede, “encarando” as pessoas, eles deixam de ser ignorados.

A exposição também conta com uma série lúdica de desenhos; a instalação Tecelãs (2003); e Assentamento (2013). Todas essas divisões apresentam nuances claras da formação da artista com esta importante temática.

“Rosana Paulino: A Costura da Memória” fica em cartaz até 25 de agosto no Museu de Arte do Rio, localizado na Praça Mauá, 5 – Centro. Rio de Janeiro/RJ. Lembrando que às terças-feiras, a entrada é gratuita. Aproveite!

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