Mazzaropi é, sem dúvida, um grande ícone no cenário cultural brasileiro. E não poderia faltar um local onde reunisse e preservasse toda essa história de sua vida e de sua obra. O museu que leva o seu nome foi criado em 1992, e está localizado no Hotel Fazenda Mazzaropi, em Taubaté, interior de São Paulo, onde foi produzido a maioria de seus filmes.

No acervo do local há mais de 20 mil itens, entre fotos, filmes, documentos, objetos cênicos, móveis e equipamentos que contam um pouco a carreira do artista. Para recuperar boa parte do acervo foi preciso reunir o material que estava com fãs e pessoas que trabalharam com Mazzaropi por meio de doação.

Após a morte do artista e cineasta, em 1981, o patrimônio construído por ele durante uma bem-sucedida carreira não teve continuidade e tudo o que havia nos estúdios – câmeras, equipamentos, figurinos, cenários, fotos, carros equipados para externas – foi leiloado, vendido ou extraviado.

Neste programa especial do Conhecendo Museus você vai ver de perto detalhes da vida e da obra desse artista com expressão nacional e também internacional por meio deste rico acervo. Para facilitar a compreensão e grandiosidade do público, ele está dividido em: Museólogo, Fotografias, Bibliográfico, Audiovisual e Arquivístico. É a história do cinema nacional contada a partir de Mazzaropi, tão importante neste contexto.

A carreira desse artista se resume nada mais nada menos que 32 filmes entre 1952 e 1980, chegando a atrair mais de oito milhões de espectadores em um único longa-metragem. Ele deu vida ao imortal e carismático estereótipo do homem do campo. Seu personagem, caipira e ingênuo, mas com doses de malícia, conquistou a simpatia das massas populares, que garantiam as sessões lotadas em todos os seus filmes.

Sua estreia nas telas foi em Sai da frente, no papel de Isidoro, um motorista de caminhão que deixa o carro desgovernado em plena cidade de São Paulo. A partir daí seguiu caminhando em pequenas, médias e grandes apresentações consolidando seu nome no cinema brasileiro, além de programas de tv e no teatro.

Em 1958, Mazzaropi funda a PAM Filmes (Produções AmácioMazzaropi), em modernos estúdios em Taubaté, e lá realizou 23 longas-metragens. Os maiores sucessos foram Jeca Tatu (1959) e Casinha pequenina (1963), ambos contabilizando oito milhões de pagantes cada. Seu último trabalho no cinema foi O Jeca e a Égua Milagrosa, de 1980. No ano seguinte, morreu aos 69 anos, vítima de um câncer na medula.

A visita ao Museu Mazzaropi é fantástica. É uma viagem ao passado, mas com ar de futuro porque os avanços que o cinema nacional tem hoje em dia deve-se ao sucesso desse tempo em que Mazzaropi e tantos outros fizeram pela história.

Venha viajar e conhecer conosco este importante local de cultura e história. Você é nosso convidado especial!

Close