Criado em 1974 pelo historiador Nilson Thomé e pelo antropólogo e Padre Thomas Pieters, o Museu Histórico e Antropológico da Região do Contestado — localizado na cidade de Caçador/SC — é um verdadeiro polo cultural de permanente informação e reflexão que guarda a memória da Região do Contestado para as futuras gerações. Foi eleito em 1997 por voto popular, o segundo marco caracterizador do estado de Santa Catarina.

Voltando um pouco no tempo para contar a história do museu podemos entender a importância de sua criação para a memória do Brasil. A Guerra do Contestado foi um conflito armado que ocorreu na região Sul do Brasil, entre outubro de 1912 e agosto de 1916. O conflito envolveu cerca de 20 mil camponeses que enfrentaram forças militares dos poderes federal e estadual. Ganhou esse nome, pois os conflitos ocorrem numa área de disputa territorial entre os estados do Paraná e Santa Catarina.

Em 1887, surge o projeto de construção de uma ferrovia que ligaria o sul do Brasil a São Paulo numa extensão de 1400 km. A empresa norte americana Brasil Railway Company construiria a estrada de ferro e teria a permissão de explorar as terras e riquezas naturais num limite de 30 km paralelos a ferrovia ganhados do governo brasileiro. A Guerra do Contestado foi o evento bélico mais importante da História de Santa Catarina, envolvendo a população sertaneja de um lado e forças militares nacionais e estaduais do outro.

Com área interna de 460 m2, é todo de madeira de pinho e imbuia, tal qual o original. Fazem parte do museu uma locomotiva Baldwin-Mogul fabricada em 1908, e dois vagões, um de passageiros e outro de administração, utilizados neste trecho da estrada a partir de 1910. Também no terreno está erigido o obelisco da Aviação Militar no Contestado, marcando o local onde foi construído, em 1914, um dos quatro primeiros campos de aviação de Santa Catarina, destinado a aeronaves empregadas pelo exército Brasileiro na Guerra do Contestado. Ao lado encontra-se um dos 20 Marcos Históricos do Contestado, que sinalizam os locais de combates e redutos na época da guerra do Contestado.

Recebendo em media mais de mil visitantes por mês, o museu é um dos mais belos e reconhecidos cartão postal da cidade. No pavimento térreo abriga quatro núcleos de exposição de longa duração, sendo: Sala Cultura Indígena, a Sala Ferrovia do Contestado, a Sala Guerra do Contestado e a Sala Povoamento e Colonização. Em seu acervo, o museu exibe peças da cultura indígena, da ferrovia, do povoamento e da colonização, além de armas e uniformes usados pelos militares na Guerra do Contestado.

Venha viajar pela história com a gente e conheça mais sobre a Guerra do Contestado, eternizada neste rico espaço cultural.

 

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