A Fundação Instituto Feminino da Bahia, onde está localizado o Museu do Traje e do Têxtil, foi fundada em 1923. O edifício-sede abriga um dos mais raros e expressivos acervos do cotidiano da mulher baiana, do século XVII ao XX e é um símbolo na história da cidade de Salvador.trajeetextil_home

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A história do acervo têxtil do Instituto Feminino teve início em 1933, a partir de uma exposição realizada com o empréstimo de peças de famílias baianas, como bordados dos séculos XVII e XIX, vestidos, jóias antigas e imagens. O êxito dessa exposição estimulou Henriqueta* a enviar carta à sociedade solicitando doações. Essa iniciativa foi amplamente respondida através de contínuas ofertas de peças do cotidiano, de incrível diversidade e importância incalculável, formando-se assim a coleção que constitui hoje o Museu do Traje e do Têxtil.

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A instituição mantém em exposição permanente um dos maiores acervos da América Latina sobre a história da moda, dos séculos XIX e XX. São roupas de noiva, infantis, trajes a rigor, paramentos litúrgicos e acessórios.

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O pavilhão que abriga o Museu do Traje e do Têxtil localiza-se no terceiro andar da sede da FIFB, numa área de 900 m². Os outros dois andares são destinados à coleção de artes decorativas.

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Aproximadamente 6.000 peças traçam uma história dos costumes da família baiana, do início do século XIX aos nossos dias, através de peças em algodão, linho, seda, renda e lã. Destacam-se algumas peças de excepcional importância histórica e qualidade, tais como a saia e a cauda usadas pela Princesa Isabel; o enxoval que pertenceu à Baronesa de Cotegipe; roupas de escravas; colcha em seda do século XVIII; vestido de noiva de 1816; vestido de baile de 1858; vestido de passeio de 1890; e um vestido do estilista francês Paul Poiret, de 1910.

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Há ainda leques, lenços e luvas que também mereceram no programa Conhecendo Museus um momento dedicado a essas peças lindíssimas e que contam a história da sociedade baiana dos séculos passados.

 

 

 

 * Sobre Henriqueta Catharino

Henriqueta

Nascida de uma família abastada da sociedade baiana, Henriqueta Catharino foi educada em casa, nos moldes da tradição francesa, onde recebia aulas de conhecimentos gerais, princípios morais, línguas, música, pintura; e para aprofundar os conhecimentos adquiridos, viajava regularmente à Europa.

Foram essas sucessivas viagens aliadas à sua formação religiosa que fizeram desenvolver, bem cedo, em D. Henriqueta o seu desejo de ajudar o desenvolvimento da mulher, calcado num feminismo cristão de amor ao próximo.

Não bem tinha completado 30 anos, ainda na primeira década deste século, fundou o Programa da Boa Leitura (PBL), espécie de biblioteca para empréstimo de livros bem como as Tardes de Costura destinadas a confecção de roupas para pessoas carentes. Destas duas experiências, nasceria o Instituto Feminino da Bahia.

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