Nossa viagem para Manaus rendeu bons frutos. Conhecemos diversos lugares interessantes, e um deles é o Museu do Homem do Norte. Mais de duas mil peças retratam as inúmeras peculiaridades do estilo de vida e costumes desse povo culturalmente rico e que tem muito a mostrar, do caboclo ao indígena, retratando aspectos do homem amazônico e a relação com a natureza, cultura e política.

Inaugurado em 13 de março de 1985, o Museu do Homem do Norte está dividido em quatro ambientes. O primeiro conduz o visitante ao reconhecimento da região norte, da descrição dos estados à exibição de peças arqueológicas. No segundo, ganham destaque detalhes da cultura indígena. O terceiro ambiente foi destinado à manifestação artística indígena. No último momento é exposta a cultura contemporânea do homem do norte.

O percurso também conta com área externa de visitação: o Barracão da tecnologia do Guaraná, a Casa de Farinha, o Tapiri de Defumação da Borracha, a ambientação de uma Casa de Caboclo e a do Xabono Yanomami e a Maloca Aruak, onde serão recepcionados por Miguel, índio da etnia Tukano.

Inicialmente, o acervo foi constituído por produtos regionais, como o guaraná, a borracha, a castanha, a juta, a madeira; por uma casa de farinha; e por setores regionais de mineração, pesca, alimentação, medicina popular, artesanato, arte popular e folclore. Também foi incorporada a coleção etnográfica de Noel Nutels, médico e sanitarista que se dedicou à questão da saúde indígena no Parque do Xingu. Depois, por comodato, foi adquirida a coleção indígena da FUNAI, composta por artefatos domésticos e de ritual, como cestarias, cerâmicas, adornos corporais e máscaras e objetos de rituais. As outras peças encontradas no acervo são de fragmentos arqueológicos, bolo de índio, pontas de lança e machados.

Um dos destaques do museu é a inserção de recurso que promovem a acessibilidade de pessoas com deficiência visual. Durante a visitação, pessoas portadoras de deficiência visual podem contar com a orientação de monitores. As vitrines com algumas peças são abertas para que os visitantes possam tocar os objetos, como réplicas de urnas funerárias.

Não perca esta edição especial do Conhecendo Museus mostrando a rica cultura do povo do Norte.

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