Um espaço que resgata a cultura, a história e a ocupação humana de uma das regiões mais belas do Brasil. Estamos falamos do Pantanal. Viajamos até lá para mostrar a vocês a rica diversidade cultural, artística e ecológica que este espaço mágico apresenta. É impossível não se encantar com tanta riqueza. E o Museu de História do Pantanal resgata e preserva tudo isso, contribuindo para o fortalecimento da identidade e cidadania dos homens e mulheres que vivem na região.

Criado pelo professor Carlos Etchevarne, o Museu está localizado no Porto Geral da cidade fronteiriça de Corumbá, Mato Grosso do Sul.  O projeto expográfico é do arquiteto Nivaldo Vitorino, montado e mantido pela Fundação Barbosa Rodrigues (FBR) após aprovação pelo projeto Monumenta. O museu está instalado no Edifício Comercial Wanderley, Baís & Cia, uma construção histórica que tem um importante valor arquitetônico para o Estado e para o país.

O prédio, construído em 1876, se destaca pela sua arquitetura e estrutura. O piso e a escada de ferro com desenhos exóticos vieram da Inglaterra. Funcionou como um dos principais armazéns do Porto Geral e foi sede da 14ª agência do Banco do Brasil, instalada em Corumbá em 1916. O prédio foi reformado em 2006 pelo Programa Monumenta. Quem o visita, conhece de perto a história do homem que habitava a região pantaneira há oito mil anos, até a chegada do colonizador, e é composto por peças arqueológicas.

O visitante passa por uma retrospectiva, embarcando numa viagem ao passado, vendo o Pantanal de vários olhares. A paisagem muda gradativamente da seca para a enchente e do dia para a noite, efeitos sonoros acompanharão essa mudança, como chuva, trovões, barulhos de pássaros e outros animais. O visitante também vai deparar-se com estímulos sensoriais que lhe remeterão à natureza pantaneira, além de fotografias e vídeos.

O museu abriga um espaço destinado a contar a história da ocupação territorial e atividades econômicas, o apogeu do porto nos anos 20, entre outros. Neste espaço, o visitante encontra obras de artistas plásticos, como Boggiani e Levi Strauss, que se inspiraram na cultura dos índios pantaneiros. Aliás, algumas peças indígenas foram cedidas pelo Museu das Culturas Dom Bosco.

Além dos conteúdos ligados a arqueologia, etnologia, história e antropologia social, o museu se propõe a cumprir diversas outras funções junto à comunidade, com objetivo de envolvê-la nas questões de preservação e valorização cultural.  Além disso, o museu conta com uma área para exposição de artistas que é trocada periodicamente e são expostos painéis arqueológicos, acervos fotográficos, peças de cerâmica e telas pintadas por artistas da região.

Um verdadeiro oásis cultural da nossa histórica. Não perca essa edição especial do Conhecendo Museus e faça essa viagem junto com a gente.

 

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