O Conhecendo Museus foi até a cidade de Areia, distante 120km de João Pessoa, na Paraíba. É uma das principais cidades da região do brejo paraibano. O município, com cerca de 30 mil habitantes, possui o primeiro campus universitário de todo o interior do Nordeste. No local funciona o centro de ciências agrárias da Universidade Federal da Paraíba e suas modernas instalações dividem espaço com a natureza e a história.

A Universidade guarda dois grandes tesouros da nossa história: a Casa-Grande e o Engenho, onde hoje funcionam dois museus, entre eles o Museu da Rapadura, instalado em 1978. A Casa-Grande e o Engenho são edifícios que pertenceram ao antigo engenho da várzea. Os dois prédios são alguns dos exemplares mais antigos do brejo, e seus elementos característicos foram preservados, após o projeto de restauro, executado em 1979.

O Engenho documenta a evolução do processo produtivo da confecção da rapadura e da cachaça. Os equipamentos e os meios de transporte que estão no local chamam a atenção dos turistas que visitam a região.

O museu resgata todo o processo arcaico em que se constituía a fabricação dos derivados da cana-de-açúcar, fonte de poder e dominação do Brasil colonial, começando da velha almanjarra movida pela força dos escravizados, passando pelas formas do açúcar mascavo até o velho alambique de barro e chegando ao processo industrial da produção da cachaça e da rapadura, como a moenda movida a óleo diesel.

O prédio segue a arquitetura fabril da segunda metade do século XIX, época em que os derivados da cana-de-açúcar se ampliavam, em consequência da expansão do algodão pelo sertão. Os velhos engenhos de taipa e cobertura de palha dão lugar aos enormes edifícios de alvenaria, responsáveis pela economia da região.

O museu preserva uma Casa-Grande típica da região. Sua construção data do século dezenove e início do vinte. No seu acervo estão utensílios da época, como móveis rústicos, um relógio de parede de 226 anos funcionando perfeitamente, uma pedra de moer milho, um gargalho de ferro que servia para prender os escravizados pelo pescoço, uma palmatória de ferro e um acervo de 280 garrafas de cachaça.

Devido ao grande número de visitantes ao museu, foi reservada uma sala para exposições e realizações de cursos, com o intuito de resgatar e divulgar a importância cultural da cidade.

Venha conhecer esse pedaço da história com o Conhecendo Museus!

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