A cidade de São Paulo é realmente uma caixinha de surpresas. Bem no centro da cidade, onde encontramos grande parte da história, da culinária, do comércio, também está o Museu Catavento, um espaço riquíssimo de conhecimento, onde os visitantes podem aliar a curiosidade sobre o mundo da ciência e da tecnologia com o aprendizado e o lazer. E o Conhecendo Museus foi lá para descobrir o que de tão especial tem esse lugar que bate recordes de visitação.

Começamos já encantados com a parte visual do Palácio das Indústrias. Ele tem estrutura metálica importada no seu prédio principal, que é bem visível no sótão. Utiliza tijolo aparente como principal acabamento e tem inúmeros elementos decorativos. Tem um fantástico porão, que encanta a todos.

Para se ter uma ideia, o prédio onde hoje abriga o Museu Catavento já foi uma delegacia de polícia, Assembleia Legislativa e sede da Prefeitura da cidade. Demorou 13 anos para ser construído e representa um grande marco para a São Paulo.

Criado para ser um espaço interativo que apresenta a ciência de forma instigante para crianças, jovens e adultos, desde sua inauguração, em 2009, o Museu Catavento tem sido um grande fenômeno de público. Apresenta mais de 250 atrações divididas em quatro grandes áreas: Universo, Vida, Engenho e Sociedade.

Ao iniciar a visita, já nos deparamos com a ala Universo, que recepciona os visitantes com a chegada do homem à Lua. Por ali a criançada poderá ter uma aula sobre o Sol, aprender mais sobre as Constelações (recriadas no teto) e também ver alguns planetas e estrelas em pequenos observatórios na parede. Outro destaque é para meteorito que caiu há 6 000 anos na Argentina. A garotada pode tocá-lo e o curioso é que a mão fica com cheiro de ferro.

Na área de Vida, os visitantes aprendem sobre o DNA, com uma estrutura gigante e colorida. Assim fica mais fácil de entender as fitas de DNA e RNA.

Conseguimos ver bem de perto um peixe-palhaço e um blue tang, os famosos Nemo e Dory, do filme da Disney. Os peixes ficam em um aquário com outras espécies que também chamam a atenção.

Instalado no jardim interno do museu, um borboletário de 13 metros de diâmetro e 10 metros de altura encanta todo mundo, que pode ver esse inseto e flores lindas no Centro de São Paulo.

Uma das mais divertidas áreas, a sala das ilusões de ótica engana o público. Ali as imagens em preto e branco ‘misteriosamente’ ganham cor, fotografias vazias ganham o retrato de personagens e num dos experimentos as pessoas trocam os rostos.

O Engenho guarda uma série de experimentos que arrepiam os cabelos. Inclusive, instalada ali há um gerador de Van der Graaf, uma das atrações mais disputadas pela garotada que quer ver os fios de pé.

É possível ver dinossauros sem sair do lugar. A experiência acontece na sala de realidade virtual, na qual encontram-se os Dinos do Brasil. São sete sessões diárias com quarenta minutos de duração.

Na sessão Sociedade são duas atrações diferentes. A primeira é um painel com sensores, onde os visitantes têm que passar seus pincéis para que uma tela escondida seja revelada. Disputadíssimo, o Monte dos Sábios tem sete metros de altura e é para corajosos. Trata-se de uma parede de escalada onde o público se depara com quadros falantes.

Falando assim fica até difícil imaginar tanta interação. A proposta do Museu é justamente essa: encantar e gerar conhecimento. É um programa para toda a família. Para conhecer tudo isso sem sair de casa, convidamos você a acompanhar com a gente este episódio que conta a história, detalhes e curiosidades sobre o Museu Catavento. Fique ligado!

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