Excêntrico e criativo! Assim começamos essa breve descrição de uma figura brasileira muito carismática e que ficou conhecida em todo mundo por projetar, construir e voar nos primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Aliás, até hoje ele é citado nos livros escolares pela sua genialidade. Estamos falando de Alberto Santos Dumont (1873-1932), um aeronauta, esportista e inventor brasileiro.

Assim, o Conhecendo Museus foi até a belíssima cidade de Petrópolis, localizada na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, para conhecer a “A Encantada”. Isso mesmo! O Museu Casa de Santos Dumont é uma construção de 1918. É um tipo de chalé alpino francês encravado em um terreno íngreme e que foi projetado em peça única, com três andares e um terraço. Pela criatividade, formas geométricas e avesso ao luxo e ao desperdício, Dumont deu esse nome à sua obra residencial encantando literalmente a todos.

O museu conta com acervo de objetos, livros, cartas e mobiliário, bem como o chuveiro e a escada de entrada, com degraus em forma de raquete, que só se pode acessar começando com o pé direito. No Centro Cultural 14 bis, anexo à Casa, podemos assistir a um curta metragem sobre Santos Dumont. O espaço tem acessibilidade e maquetes táteis para visitantes com necessidades especiais. Vale ressaltar que a Casa foi projetada por Santos Dumont com a participação do engenheiro Eduardo Pederneiras e foi tombada pelo IPHAN em 14 de julho de 1952 e hoje faz parte do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Em nossa visita, vamos apresentar a vocês a oficina e laboratório onde Santos Dumont trabalhava; uma sala que tinha múltiplas funções, pois servia de biblioteca, escritório, sala de refeição. Aliás, era uma característica do local, já que ele aproveitava bem todos os espaços. Sabe o chapéu panamá que ele tanto usava? Você vai ficar surpreso com o que aconteceu com ele para ficar com aquele formato. Vamos mostrar também o presente que a Princesa Isabel, grande amiga de Dumont, deu a ele; o relógio Cartier feito especialmente para ele colocar no pulso e que fez moda entre os homens; documentos e esculturas superimportantes para a vida do aviador, em reconhecimento ao seu feito.

“A Encantada”, erguida na Rua do Encantado, antigo Morro do Encanto, assim batizada por seu criador, é símbolo de uma personalidade inventiva, amante das formas geométricas, avessa à complicação.  O interesse público em sua preservação está ligado ao reconhecimento dos feitos memoráveis de seu criador e ao grau de representatividade de seu projeto, testemunho da busca constante por soluções simples e criativas, aliadas a um forte sentimento de brasilidade.

Ficou curioso ou curiosa? Pois o Conhecendo Museus vai mostrar tudo para você!

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