O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAMRIO) foi criado em 1948, por iniciativa de um grupo de empresários liderados por Raymundo Ottoni de Castro Maya. O Conhecendo Museus convida a conhecer esse fascinante palco da arte de vanguarda do século XX.
O pós-guerra favoreceu a aquisição de obras de artistas europeus consagrados, tais como Pablo Picasso, Ben Nicholson, Wassily Kandinsky, Paul Klee e Salvador Dalí. Tal circunstância ensejou a exposição inaugural do museu – Pintura Européia Contemporânea -, que ocorreu na matriz do Banco Boavista, onde o MAM-RJ se instalou provisoriamente. Depois que a Câmara dos Vereadores aprovou a doação de um terreno de 40 mil m² para a instituição, o arquiteto carioca, Affonso Eduardo Reidy projetou a sede do Museu, seguindo a orientação da arquitetura racionalista, destacada no programa: em lugar de confinar as obras de arte entre quatro paredes, a solução foi fazer estruturas vazadas com as quais se permitisse a integração dos jardins, que ficaram por conta do renomado paisagista Roberto Burle Marx e constituem uma das atrações do lugar.
O acervo do MAM-RJ transformou-se numa das coleções de arte mais importantes do País. Por três décadas, a maioria dos artistas brasileiros de destaque encontrou na instituição seu terreno de ação mais imediato e visível. Um grande incêndio ocorrido em 1978 , porém, comprometeu o esforço empreendido ao longo dos anos. Pouca coisa pôde ser salva. Entre as perdas irrecuperáveis estavam obras-primas de Picasso, Miró, Salvador Dalí e muitos outros, além de todos os trabalhos expostos na grande retrospectiva de Joaquin Torres García, a qual ocupava o Museu no momento da tragédia.
Imediatamente após o acidente que chocou o meio cultural de todo o mundo, começaram as manifestações de solidariedade sob a forma de doações de artistas, instituições e mesmo de governos de outros países. Atualmente, o acervo tem cerca de onze mil obras. Além da coleção internacional, há um grupo notável de artistas latino-americanos, entre eles Joaquin Torres García, Cruz Díez, Jorge de la Vega, além de brasileiros como Bruno Giorgi, Maria Martins, Di Cavalcanti e, representantes do neoconcretismo como Lygia Clark, Helio Oiticica, Franz Weissmann, Amílcar de Castro e Wyllis de Castro.
No episódio destaca-se a área de pesquisa e documentação do MAMRio, que preserva, atualiza e divulga o acervo documental da história do Museu e de suas coleções, bem como fontes de informação sobre arte e cinema.
A Cinemateca, inaugurada em 1955, é considerada referência da memória do cinema brasileiro e mundial,atraindo cinéfilos em geral e pesquisadores tanto locais quanto estrangeiras. E atua também no campo da prospecção de filmes, o que possibilitou a recuperação de inúmeros títulos nacionais, fundamentais na construção do imaginário cinematográfica do País. Com o fim da Embrafilme, em 1991, ela passou a ser depositária também de grande parte das cópias das obras produzidas pelo órgão federal extinto.
No programa será mostrado o trabalho dos profissionais responsáveis pela restauração do material audiovisual aportado na Casa, e, de quebra, vai se acompanhar um filme mudo com música ao vivo na sala de exibições.
O Museu mantém foco especial na área educativa, com a oferta de cursos dirigidos e visitas monitoradas, o que amplia o arco de público, socializando o conhecimento.
NA TV BRASIL: 15 de maio de 2012 (terça-feira) às 17h30
Reexibição: 19 de maio de 2012 (sábado) às 15h30
ESTREIA NA TV ESCOLA: segundo semestre de 2012
