Celebrado por ocasião da data de morte de Zumbi dos Palmares (1655-1695), ícone da resistência negra à escravidão no Brasil, o Dia Nacional da Consciência Negra (20 de novembro) motiva programações especiais, ao longo deste mês, em museus da rede Ibram.

Fotos Museus

Museu da Abolição (MAB), em Recife (PE), encabeça a celebração com exposições, performances e seminário. Durante todo o mês, o museu oferece ao público a exposição temporária “Os da Minha Rua: Poéticas de R/existência de Artistas afro-brasileiros”. A mostra reúne a produção visual de dez artistas negros contemporâneos, levantando importantes questões sobre a cultura africana e a cultura afro-brasileira e questionamentos em relação ao lugar da negra e do negro na sociedade brasileira.

Como parte da programação para o Mês da Consciência Negra, o MAB promove performance com Ana Lira, uma das artistas que expõem obras na mostra em cartaz, nos dias 10, 17 e 23 de novembro, sempre às 15h. No dia 21, no mesmo horário, o convidado para realizar performance é o artista Carlito Person; e no dia 28, das 16h às 20h, a convidada é a artista negra contemporânea Priscila Rezende.

A programação especial inclui ainda o Seminário Protagonismo Negro nas Lutas Libertárias, que o MAB recebe no próximo dia 27 a partir das 14h. O evento será realizado em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e a Cátedra Gilberto Freire/UFPE. O público também poderá visitar durante todo o mês as exposições de longa duração “130 Anos: Abolição?” e “Novos Objetos, Novas Coleções”.

Memória e empoderamento

No Museu das Bandeiras, em Goiás (GO), a difusão da memória afro-brasileira terá lugar em programações como o “Varal de Memórias”, que em novembro terá como tema “Sujeit@s Negr@s”. A ideia é evidenciar personalidades negras da cidade, de Goiás e do Brasil como um todo que alcançaram fama como artistas, intelectuais, acadêmicos, escritores, juristas, políticos e líderes sociais.

O museu também receberá nos próximos dias a exposição “Arcelina em África: olhares, trocas e sensações”, resultado da peregrinação da jornalista paulista Arcelina Públio Dias pelo continente africano nos anos 1990. O recorte visual é de sua passagem por Angola, país que possui estreitos e tristes laços com o Brasil em virtude da escravidão no período colonial.

Ainda como parte da programação especial, o setor de Arquivologia do Museu das Bandeiras promoverá ao longo deste mês ações públicas voltadas à democratização do seu acervo, como a já realizada aula aberta “Escravidão e Cadeia em Goiás” (foto), na qual foram apresentados documentos que revelam detalhes sobre a escravidão em Vila Boa de Goiás, bem como o cotidiano da antiga Casa de Câmara e Cadeia, situada no prédio que hoje sedia a instituição.

Outra ação programada para o Mês da Consciência Negra será o II Encontro Meu Cabelo Natural, que o Museu Regional Casa dos Ottoni, em Serro (MG), promove no próximo dia 24, a partir das 14h. Voltado ao fortalecimento da autoestima e empoderamento afro, o evento contará com oficinas de cortes e penteados, desfile e apresentação de grupo de capoeira, entre outras atrações.

Já o Museu de Arte Religiosa e Tradicional, em Cabo Frio (RJ), promove nos dias 7, 8, 21 e 29, sempre às 14h, sessões de conversa com Ricardo Alves, curador da exposição temporária “Terra de Quilombo, Retrato de uma Etnia” para escolas previamente agendadas. O MART também promove, no dia 30, das 14h às 18h, a roda de debate “As Famílias Negras em Cabo Frio: Escravidão e Pós-Abolição”, com a Profª Dra. Nilma Teixeira Accioli; e a oficina “Reeducação para as Relações Étnico-Raciais na Escola: Desafios e Possibilidades na Prática Docente”, com a Profª Dra. Livia Nascimento Monteiro.

Fonte: museus.gov.br

A exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos” no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, apresenta ao público 20 obras trazidas da Itália e uma de Nova York, que apresentam as alterações e permanências na representação do santo ao longo dos séculos. A mostra inclui obras de Perugino, Guido Reni e Tiziano, entre outros, apresentando as fases mais relevantes da representação de São Francisco.

As obras que compõem a exposição são acervos de 15 museus de 7 cidades italianas: Galleria Corsini, Palazzo Barberini, Musei Capitolini, Museo di Roma, Museo Francescano dell’Istituto Storico dei Cappuccini (Roma); Pinacoteca Civica, Sacrestia della chiesa di San Francesco, Convento Cappuccini (Ascoli Piceno); Museo Nazionale d’Abruzzo (L’Aquila), Galleria Nazionale dell’Umbria (Perugia); Istituto Campana per l’Istruzione permanente (Osimo); Museo Civico (Rieti), Pinacoteca Nazionale (Bolonha) e Duomo di Novara (Novara). A mostra conta ainda com uma importante obra de Ludovico Cardi (dito Il Cigoli), “St. Francis Contemplating a Skull”, propriedade do colecionador e ator americano Federico Castelluccio.

O público também pode conferir uma sala de Realidade Virtual que vai transportar o visitante para a Basílica Superior de Assis (1228), cidade natal do santo na região da Úmbria, no centro da Itália, com o uso de óculos de tecnologia 3D, onde será possível caminhar por uma das mais importantes e belas basílicas do país e conhecer obras-primas do pintor italiano Giotto (1267-1337), artista símbolo dos períodos medieval e pré-renascentista.

A exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos” pode ser vista no Museu Nacional de Belas Artes até o dia 27 de janeiro de 2019.

Em exposição até o dia 16 de dezembro, a Fundação Ema Klabin convida o público para conferir o jogo com porcelanas europeias, uma paixão para colecionadores como Ema Klabin. Desse conjunto, a porcelana chinesa de exportação possui o maior destaque, já que muitas peças pertenceram aos serviços trazidos por D. João VI em sua chegada ao Brasil em 1808.

A mostra apresenta uma seleção de 39 peças das manufaturas de Sèvres, Berlim, Viena, Meissen, Limoges e Coalport, entre outras, buscando narrar a fascinante história da porcelana europeia que, além dos aspectos estéticos e funcionais, muito pode nos revelar sobre o espírito de uma época, seus hábitos e costumes.

Paralelamente, Ema também reuniu uma representativa coleção de porcelana europeia, que abrange desde itens de colecionador, até peças de caráter sentimental – compradas em sua juventude¬ ou herdadas de sua mãe –, além dos serviços de uso efetivo nas festas e no dia a dia da casa. As peças de maior valor eram originalmente expostas em dois nichos no fundo da sala de jantar, cobertos por painéis de Mestre Valentim, enquanto as demais eram guardadas em um grande guarda-louças na passagem para a cozinha.

A Fundação Ema Klabin está localizada na Rua Portugal, 43 – Jardim Europa. São Paulo/SP.

Fonte: Fundação Ema Klabin

Que tal conhecer mais de perto e de forma interativa a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro?! Essa experiência incrível quem apresenta ao público é o Museu do Amanhã, que explora as oportunidades e os desafios que a humanidade terá de enfrentar nas próximas décadas a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência.

Por meio de um totem interativo, o visitante poderá conhecer um conteúdo exclusivo sobre a Baía de Guanabara e seus futuros possíveis, e ainda cases de mais quatro baías – Sydney (Austrália), Tóquio (Japão), Chesapeake (Estados Unidos) e Jacarta (Indonésia) –, cada uma localizada em um continente diferente.

A nova experiência abordará características e realidade de cada baía, aspectos de biodiversidade, economia, aquicultura, pesca, situação de saneamento e ações de despoluição adotadas por cada local.

No “Jogo do Boto-Cinza”, o visitante poderá conhecer mais sobre a Baía de Guanabara conduzindo um ilustre morador de seu ecossistema até um grupo de animais da mesma espécie. Mamífero que nasce e passa a vida inteira na baía, o boto-cinza é o símbolo de uma Guanabara que ainda resiste. Da população de mais de mil indivíduos na década de 1970, hoje restam pouco mais de 20 golfinhos, que estão estampados no brasão da cidade do Rio de Janeiro.

Programe-se! O Museu do Amanhã está localizado na Praça Mauá, 1 – Centro. Rio de Janeiro, RJ.

O Museu da Imigração convida o público para visitar a exposição “Infâncias Refugiadas”, que tem como objetivo promover reflexões e debates no que se refere ao tema dos refugiados ao redor do mundo.

A exposição é composta por diversos registros fotográficos da fotógrafa Karine Garcêz, que retratam a realidade de crianças e adolescentes palestinos refugiados em países do Oriente Médio.

“Infâncias Refugiadas” está aberta até o dia 16 de dezembro, das 9h às 17h. O Museu da Imigração está localizado na Rua Visconde de Parnaíba, 1316. São Paulo/SP.

Até o dia 4 de novembro, o Museu Paranaense apresenta a exposição As histórias das mulheres, com obras a partir do acervo do próprio museu que apostam no impacto da presença de mulheres e na valorização delas nas artes ao longo da história.

A exposição apresenta materiais de autoria de mulheres e também obras nas quais elas são os destaques. São revistas femininas antigas, quadros, fotos e outros objetos com tais características.

Para compor essa mostra, o estudo foi coordenado pelas professoras Renata Senna Garraffoni e Priscila Piazentini Vieira, do Departamento de História da Universidade Federal do Paraná, e realizado por estudantes vinculados ao projeto.

O Museu Paranaense está localizado na Rua Kellers, 289, São Francisco. Curitiba/PR.

Em Iberê Camargo: formas em movimento, o público é convidado a conhecer um recorte do talento do artista Iberê Camargo. São mais de 80 obras, muitas delas expostas na Fundação pela primeira vez e que demonstram a versatilidade e a importância deste grande mestre para a cultura brasileira.

Organizada pelo Acervo em conjunto com o Programa Educativo da Fundação, a mostra permite que o público dialogue com o espaço expositivo, que agora se encontra, pela primeira vez, ampliado, transformado em ateliê.

Por meio de eixos temáticos, a exposição apresenta um recorte panorâmico de sua produção. Ao percorrermos sua trajetória, desde seus desenhos de criança ou seus elaborados estudos anatômicos da década de 1940 até as obras mais expressionistas dos anos 1980 e 1990, vemos como a sua carreira está fundamentada em um eterno ciclo de descobertas, experimentações, e com uma profunda dedicação em buscar dominar os intransponíveis abismos que permeiam o ser humano e suas inquietações.

Com uma programação intensa de atividades paralelas, como oficinas, seminários e cursos, a Fundação busca dar continuidade à sua missão de firmar-se como centro de excelência em programas culturais que fomentam o desenvolvimento da educação, da arte e da sociedade.

 

 

Entre os dias 10 a 18 de novembro, um dos maiores eventos dedicados à música brasileira entra em cena: o Festival Villa Lobos. Em sua 56ª edição, o evento homenageia os músicos João Donato e Edino Krieger.

Toda a cidade do Rio de Janeiro receberá uma programação especial, que inclui simpósio, oficinas, workshops, palestras, apresentação de trabalhos acadêmicos e shows de alguns dos maiores nomes da música brasileira.

Na abertura do festival, no dia 10, a Sala Cecília Meireles recebe a Orquestra Cesgranrio, conduzida pelo maestro Eder Paolozzi, e apresentará obras de Edino Krieger e Villa-Lobos.

Já no dia 15, o próprio João Donato sobe ao palco do Teatro Riachuelo, com participação especial da cantora Fabiana Cozza, para traçar um panorama de sua carreira de quase 70 anos.

 

O Museu Lasar Segall convida o público para visitar a exposição “O desenho de Lasar Segall”, que exibe um panorama de uma faceta menos conhecida do artista lituano naturalizado brasileiro (1889-1957): suas experimentações em desenho sobre papel.

São 55 desenhos dos mais de 2,4 mil que integram o acervo da instituição, revelando a inesgotável riqueza expressiva e técnica de sua produção.

Organizada a partir de uma cronologia flexível, a exposição apresenta lado a lado e de maneira não-hierárquica uma seleção de trabalhos, alguns assinados, outros estudos, exercícios acadêmicos e anotações visuais, no intuito de evidenciar as diversas formas e estratégias formais do artista.

A exposição poderá ser visitada no Museu Lasar Segall (Rua Berta, 111 | São Paulo – SP) até 17 de junho de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h. A entrada é gratuita.

Em cartaz até 16 de dezembro no Museu da Abolição, em Recife (PE), a exposição coletiva “Os da Minha Rua: Poéticas de R/existência de Artistas afro-brasileiros” reúne a produção visual de dez artistas negros contemporâneos, trazendo importantes questões sobre a cultura africana e a cultura afro-brasileira e questionamentos em relação ao lugar da negra e do negro na sociedade brasileira.

Os artistas escolhidos trabalham em diferentes dimensões das questões do tema da cultura africana e da cultura afro-brasileira, passando pela mitologia Uoruba, pelas religiosidades afro-brasileiras, pela crítica social, pela oralidade e ancestralidade.

Entre eles, estão: Rosana Paulino (SP), Ana Lira (PE), Dalton Paula (GO), Edson Barrus (PE), Izidoro Cavalcanti (PE), José Barbosa (PE), Maré de Matos (MG/PE), Moisés Patrício (SP), Priscila Rezende (MG) e Renata Felinto (SP/CE).

A exposição fica em cartaz até 16 de dezembro (segunda a sexta, das 9h às 17; sábados, das 13h às 17h). O Museu da Abolição está situado na Rua Benfica, 1150 – Madalena, em Recife (PE).

Neste dia 23 de outubro, o Museu Afro Brasil completa 14 anos!

Com a missão de promover o reconhecimento, a valorização e a preservação do patrimônio cultural brasileiro, africano e afro-brasileiro e sua presença na cultura nacional, o Museu vem construindo uma belíssima história e deixando uma riqueza cultural inigualável ao mundo.
O Conhecendo Museu parabeniza o Museu Afro Brasil e convida você a acompanhar o episódio especial em que apresentamos mais detalhes da sua história e do seu acervo.

Exposições em cartaz

Aproveite para visitar a exposição Isso É Coisa de Preto – 130 Anos da Abolição da Escravidão, que homenageia artistas e personalidades negras dos séculos XIX e XX, além da arte afro-atlântica de Cuba e do Haiti. Está em cartaz até o dia 25 de novembro.

Outra exposição é a “Hiorlando” e “Afetos”, que revelam o universo maranhense na fotografia e escultura. A visitação ocorre até o dia 25 de novembro.

O Museu Afro Brasil está localizado na Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque Ibirapuera – Portão 10. São Paulo/SP.

O dia 4 de outubro é dedicado a São Francisco de Assis, considerado o protetor dos pobres e dos doentes e o padroeiro dos animais e da Natureza. Para celebrar a data, o Templo da Boa Vontade (TBV) realiza, de 4 a 18 de outubro, uma exposição em homenagem ao Santo de Assis.

A mostra é composta de obras as quais trazem ao público técnicas, cores e expressões artísticas variadas, que, além de retratar um pouco da vida de São Francisco de Assis, propõem aos visitantes uma reflexão acerca de seu notável exemplo de bondade e de caridade.

São esculturas feitas de madeira talhada à mão, de palha de milho, de fibra de bananeira, de folhas e sementes do cerrado e de outros tipos de material. Participarão da exposição artistas consagrados da capital federal, entre eles Gil Marcelino, Maria de Fátima, mais conhecida como Fatinha e o pernambucano Wandecok Cavalcanti.

A mostra, com entrada gratuita e classificação livre, permanecerá aberta à visitação das 8 às 20 horas, até o dia 18 de outubro, no Salão Nobre do Templo da Boa Vontade. O monumento, eleito uma das Sete Maravilhas de Brasília, situa-se na Quadra 915 Sul.

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